quarta-feira, 20 de abril de 2011

Desafios da Educação a Distância

Os imensos desafios da educação presencial ou tradicional-moderna todos conhecem e são noticiados todos os dias nas mídias...

Já pensou nos desafios da educação a distância?

Gostaria de propor este desafio de pensar os benefícios e os a enfrentar numa educação que não pode acontecer sem a inovação tecnológica e o contínuo aperfeiçoamento de pessoal e tecnológico.
Alguns pontos chamam a atenção e são podem estar resumidos assim:
Em educação a distância (EaD) se está virtualmente conectado com o apoio e suporte tecnológico em constante inovação. Para que o processo de ensino-aprendizagem seja produtivo não há como falar em EaD sem tecnologia e sem as ferramentas de apoio na rede interativa. As escolas, unversidades e instituições governamentais ou não precisam manter seu equipamento e seu pessoal especializado. Isso envolve recursos físicos e financeiros, mão-de-obra especializada e em constante atualização num processo de criação que requer de todos um (re)aprender a aprender.

A EaD faz parte de um processo de globalização que remexe as estruturas acomodadas. O aluno e o professor conectam-se virtualmente ao mundo e não mais somente à escola ou as instituições. Nesse processo existe uma certa flexibilização de horários, tarefas, espaços que constam com a responsabilidade de quem se envolve.
Tudo o que levava muito tempo para ser acessado, na atualidade, é instantâneo dispensando o contato físico entre as pessoas. As rotinas podem ser reorganizadas, os interesses podem ser melhor trabalhados e outros.
Muda o perfil do professor em EaD. Aquele professor tradicional, conteudista, passa a sse incorporar ao mundo do aluno, a aprender com ele num ambiente colaborativo de ensino-aprendizagem. Aquele professor autoritário para a ser professor coletivo, mais envolvido e centrado na aprendizagem real dos alunos.


O aluno entediado, que dependia dos conteúdos de sala de aula, em EaD, passa a ter mobilidade e poder aprofundar os conhecimentos que serão mediados pelo professor nesta modalidade. Seu modo, espaço e tempo de leitura passa a ser reorganizado e este passa ter de formular argumentos e não somente reproduzir os pré-estabelecidos nas salas de aula, muitas vezes. Com isso, passa a ser um aluno autônomo, porque responsável pelo seu processo de aprendizagem e preparação para o trabalho.

O processo de ensino-aprendizagem presencial, semi-presencial ou a distância ainda reserva muitos resultados e inovações. Felizes daqueles que conseguirem assimilar as tendências dos novos tempos...

Continuaremos na próxima postagem...

terça-feira, 19 de abril de 2011

Educação com tecnologia, tecnologia com educação

Quando você pensa em tecnologia, o que lhe vem à mente? Talvez isso?

 O que seria para você, então, um espaço educativo-tecnológico?
Pensemos um pouco mais...

Saiba que as respostas não são tão simples assim. Nem sempre a tecnologia na educação surte os efeitos necessários e nem sempre na educação a tecnologia é aplicada de modo produtivo.

Na educação a distância, a relação entre tecnologia e educação produz várias interpretações. O simples levar tecnologia para as escolas e universidades, infelizmente tem sido sinônimo da reprodução de modelos tradicionais, então facilitados pela inovação tecnológica. Assista o vídeo: Tecnologia ou Metodologia.

A ideia de facilitação com as novas tecnologias aplicadas a educação precisa ser revista em sociedade. O problema da banalização da educação como uma mercadoria (Otto Peters) de repasse tem sido (re)pensada por alguns profissionais da educação que se esforçam em repassar à maioria os resultados. E se cada um (re)pensasse sua relação com a tecnologia e a educação?

As gerações que antecedem são testemunhas oculares do processo de inovação tecnológica aplicada à educação e na formação para o trabalho:

Educação a distância entre as gerações

Fontes: Texto da tese de doutorado da professora dra. Adriana Beiler, da PUCRS (A produção de redes de conversação como base à aprendizagem, 2004, defendida pela UFRGS) e Escolanet.

O advento das novas tecnologias, na sociedade capitalista, indiscutivelmente, trouxe inovações em todas as ordens: econômica, cultural, política, jurídica ou educacional. Basta observar as práticas econômicas, as de organização e gestão do trabalho ou de acesso a cultura nos dias atuais. Mais que isso, trouxe a prspectiva e necessidade de renovação na/pela educação, do repensar fronteiras.

Não há, portanto, como desvincular tecnologia, educação e sociedade, pois o trabalho como categoria fundante das sociedades modernas, constitui os modos de pensar a educação a distância (veja sobre fordismo). As tendências dos modelos econômicos a "racionalização, divisão do trabalho, mecanização, linha de montagem, produção de massa, planejamento, formalização, estandartização, mudança funcional, objetivação, concentração e centralização (Belloni, 2009 apud Keegan, 1986) idealmente "mais justo e democrático" deixam reflexos que acompanham os processos de educação a distância, produzindo inúmeras interpretações. 

As tecnologias de informação e comunicação, as TICs, aceleraram o processo de globalização e influenciaram sobremaneira os hábitos entre os homens como bem diz Belloni (2009), "Globalização não é apenas um fenômeno econômico de surgimento de um 'sistema-mundo', mas tem a ver com a 'transformação do espaço e do tempo'". O fenômeno intitulado globalização, então, promove o remexer das estruturas e provoca prováveis crises, inclusive em educação. A crise mundial instalada tem exigido novos perfis dos participantes dos processos de ensino aprendizagem nos bancos escolares ou fora deles. Mais que educação formal, esse processo requer sujeitos mais engajados com uma educação/formação ao longo da vida (Ibidem) na sociedade, primando por um processo de aprendizagem aberto.

Nesse contexto, a sociedade precisa ir (re)aprendendo a conhecer, (re)aprendendo a fazer, (re)aprendendo a viver junto, (re)aprendendo a ser, (re)aprendendo a aprender (paráfrase da expressão aprender a aprender de Behrens, em Novas tecnologias e mediação pedagógica, 2004).


Carla Letuza Moreira e Silva



Referência
  • BELLONI, Maria Luiza. Educação a Distância. São Paulo: Autores Associados, 2009.